OFENSIVA RUSSA NA UCRÁNIA
Acompanhamos aqui todos os desenvolvimentos sobre a ofensiva militar desencadeada pela Rússia na Ucrânia.
14h48 - Mais de 4,5 milhões de refugiados saíram do país desde início da invasão
Mais de 4,5 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia desde o início da invasão ordenada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, de acordo com os números atualizados hoje pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).?Na atualização de hoje, contam-se 4.503.954 pessoas refugiadas, mais 62.291 do que o número de sábado, no que é o maior movimento de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
Cerca de 90% destas pessoas são mulheres e crianças, uma vez que as autoridades ucranianas não autorizam a saída de homens em idade de serem incorporados nas forças armadas.
Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), cerca de 210.000 pessoas de outras nacionalidades também fugiram de território ucraniano, com dificuldades para voltarem aos seus países de origem.
As Nações Unidas estimam que haja ainda 7,1 milhões de pessoas deslocadas no interior da Ucrânia, um número atualizado pela OIM a 05 de abril.
Um total superior a 11 milhões de pessoas - mais de um quarto da população da Ucrânia - foi obrigado a fugir por causa da invasão russa.
14h31 - Líder da Igreja Ortodoxa russa pede união em torno do poder
O líder da Igreja Ortodoxa russa, um dos pilares do regime de Vladimir Putin, apelou hoje a uma união em torno do poder para combater os "inimigos externos e internos" da Rússia, em pleno conflito com a Ucrânia.
"Neste período difícil para a nossa pátria, que o Senhor ajude cada um de nós a ser um corpo, inclusive em torno do Governo, e que ajude o Governo a assegurar a sua responsabilidade perante o povo e a servi-lo com humildade e boa vontade, até ao ponto de dar a sua própria vida", disse o patriarca Kirill numa missa em Moscovo.
"É assim que a verdadeira solidariedade emergirá no nosso povo, bem como a capacidade de repelir inimigos externos e internos, e de construir uma vida com mais bondade, verdade e amor", continuou, citado pela agência noticiosa estatal TASS.
O chefe da Igreja Ortodoxa russa, que reivindica cerca de 150 milhões de seguidores em todo o mundo, principalmente na Rússia, tem dado sermões de apoio à ofensiva do Kremlin na Ucrânia.
14h10 - Kiev pede a investigadores que estudem o que abriu caminho a Bucha
O ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros, Dmytro Kuleba, apelou hoje aos investigadores científicos para que estudem os efeitos da propaganda russa, considerando que esta abriu caminho para as atrocidades perpetradas pela Rússia durante a ocupação da cidade de Bucha.
"Bucha não aconteceu num dia. Durante muitos anos, as elites políticas russas e a propaganda incitaram ao ódio, desumanizaram os ucranianos e alimentaram a superioridade russa preparando o terreno para as atrocidades cometidas agora”, escreveu Kuleba na sua conta na rede social Twitter.
“Apelo aos investigadores de todo o mundo para que analisem e examinem o que conduziu ao ocorrido em Bucha”, frisou.
A Ucrânia e os países ocidentais acusaram as tropas russas de “massacres e crimes de guerra” na sequência da descoberta de dezenas de cadáveres nas ruas de Bucha, uma pequena cidade a noroeste de Kiev recuperada pelas tropas ucranianas em 31 de março.
13h50 - Cruz Vermelha ficou às portas de Mariupol durante a semana passada
A Cruz Vermelha tentou sem sucesso entrar, durante a semana passada, na cidade de Mariupol, alvo de intensos bombardeamentos russos, afirmou hoje o chefe da delegação ucraniana da organização.
"A nossa equipa tentou durante cinco dias entrar em Mariupol", afirmou Pascal Hundt à televisão britânica Sky News, acrescentando que "as garantias de segurança não eram boas" e que os socorristas tiveram de voltar para trás a cerca de 20 quilómetros da cidade do sudeste do país.
Hundt indicou que é "um trajeto difícil porque se tem que atravessar a primeira linha da frente, atravessar muitos controlos e, por vezes, os soldados não estão informados" da passagem da Cruz Vermelha.
O responsável pela missão na Ucrânia do Comité Internacional da Cruz Vermelha salientou que os civis na zona sul de Mariupol continuam sem comida, água ou aquecimento: "é realmente um inferno".
Hundt assinalou ainda que o ataque de sexta-feira que matou pelo menos 50 pessoas na estação ferroviária de Kramatorsk, no leste da Ucrânia, fez com que muitos ucranianos tenham desistido de sair das áreas onde estão por comboio, optando por ir de automóvel.
"Falamos com pessoas que estão totalmente desesperadas, sem comida, sem eletricidade, sem água, sem aquecimento, que têm que ir para a rua acender uma fogueira para cozinhar e vivem em condições horríveis", apontou Pascal Hundt.
13h35 - Portugal concedeu 29.477 pedidos de proteção temporária
O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras revelou que já concedeu, desde o início do conflito na Ucrânia, 29.477 pedidos de proteção temporária a cidadãos ucranianos e a cidadãos estrangeiros que residem naquele país.
Destes, 10.332 são menores.
13h20 - Aeroporto de Dnipro destruído após bombardeamento russo
O aeroporto de Dnipro, uma grande cidade no leste da Ucrânia, foi hoje novamente bombardeado pelos russos e ficou "completamente destruído", anunciou o governador regional.
"Novo ataque ao aeroporto de Dnipro. Não sobrou nada. O próprio aeroporto e as infraestruturas próximas foram destruídos. E os mísseis continuam a voar", escreveu Valentin Reznichenko, governador regional, na rede Telegram.
"O número de vítimas está a ser determinado", adiantou.
O aeroporto de Dnipro já tinha sido atingido a 15 de março por um bombardeamento russo, tendo a pista de aterragem sido destruída e o terminal danificado.
13h12 - UE discute na segunda-feira novo pacote de sanções contra a Rússia
Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia discutem, na segunda-feira, um sexto pacote de sanções contra a Rússia, mas a suspensão das compras de petróleo e gás divide os 27.
“Acabamos de impor pesadas sanções à Rússia e estamos a preparar-nos para uma sexta onda”, anunciou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na sexta-feira, durante uma visita a Kiev, na Ucrânia, acompanhada do chefe da diplomacia Josep Borrell.
Josep Borrell anunciou a intenção de lançar a discussão sobre um embargo de petróleo na segunda-feira, mas um alto funcionário europeu, citado pela agência France-Presse, admitiu não estar ainda em cima da mesa “uma proposta formal”.
"É necessária a unanimidade para a adoção de sanções. Podemos ver claramente as dependências face à Rússia em vários Estados-membros", sublinhou, acrescentando que a UE não irá “apresentar algo que não vai passar” e que “as propostas devem ser feitas na hora certa".
A Alemanha, a Itália, a Áustria e a Hungria são alguns países dependentes do gás russo.
12h29 - Banco russo VTB perde controlo da subsídiária europeia
O supervisor financeiro alemão (BaFin) retirou ao VTB Bank, o segundo maior banco russo e alvo de sanções devido à guerra na Ucrânia, o controlo da sua subsidiária europeia, cujas atividades podem, no entanto, continuar.
O grupo russo "já não tem o controlo" sobre o VTB Bank SE, uma subsidiária sediada na Alemanha, após a "proibição do exercício de direito de voto", explica a autoridade alemã de supervisão financeira num comunicado à imprensa.
A gestão da entidade europeia está agora proibida de "seguir as diretivas" do VTB Bank, que na sexta-feira passou a integrar a lista de entidades sancionadas pela União Europeia.
A proibição de transferência de fundos para "entidades do grupo VTB" está em vigor há "várias semanas", especifica o BaFin, salientando que o VTB Bank "deixou de poder alienar ativos financeiros" da subsidiária europeia, que fica assim "totalmente isolada" do grupo russo.
O regulador alemão precisou que para o banco "a situação operacional permanece inalterada", com os "clientes a poderem dispor livremente dos seus depósitos".
O BaFin disse ainda não ter identificado qualquer problema de liquidez, estando a monitorizar de perto a situação.
Porém, de acordo com o jornal Handelsblatt, citado pela AFP, quatro dos cinco membros do conselho de administração apresentaram recentemente a sua renúncia e o VTB Europe não aceita novos clientes desde o início de março
Recorde-se que a União Europeia já tinha congelado os bens de quatro bancos -- VTB, Bank Otkritie, Novikombank (filial do Rostec) e Sovcombank -, que representam 23% do mercado bancário russo, depois de terem sido excluídos do sistema financeiro internacional Swift.
12h06 - Zelensky discute novas sanções à Russia com Olaf Scholz
A indicação vem do próprio presidente ucraniano, com Zelensky a dizer que teve uma conversa telefónica com o chanceler alemão sobre eventuais novas sanções contra a Rússia. Novo apoio financeiro e para a defesa ucraniana também foi discutido.
12h02 - Papa denuncia "loucura da guerra"
O Papa denunciou hoje a "locura da guerra" num "mundo violento e ferido", durante a homilia do Domingo de Ramos, que representou o regresso de milhares de fiéis à praça de São Pedro, após a pandemia de covid-19.
O pontífice argentino lamentou o uso da violência ao recordar o martírio de Jesus de Nazaré. ”Quando se usa a violência já não se sabe nada de Deus, que é Pai, nem dos outros, que são irmãos”, advertiu.
"Esquecemo-nos por que estamos no mundo e cometemos atrocidades absurdas. É o que vemos na loucura da guerra, onde se volta a crucificar Cristo”, disse, e prosseguiu: “É crucificado nos refugiados que fogem das bombas com os filhos nos braços. É crucificado nos idosos que são abandonados à morte, nos jovens privados de futuro, nos soldados enviados para matar os seus irmãos”.
Francisco aludiu explicitamente à guerra na Ucrânia, como tem vindo a fazer de forma insistente desde que teve início a invasão a 24 de fevereiro, mas demonstrou de novo preocupação com um mundo “ferido” por conflitos.
11h39 - Autoridades dizem ter identificado mais de 500 suspeitos de crimes de guerra
A procuradora-geral da Ucrânia, Iryna Venediktova, disse hoje que o seu país identificou cerca de 500 pessoas suspeitas de terem cometido crimes de guerra durante a invasão russa.
Falando numa entrevista a um canal de televisão britânico, Iryna Venediktova referiu que foram documentados pelo menos 5.600 casos de crimes de guerra, incluindo o ataque com um míssil à estação ferroviária em Kramatorsk, no leste ucraniano (Donbass).
“Foi um míssil russo que matou mais de 50 pessoas [em Kramatorsk]. Essas pessoas apenas queriam salvar as suas vidas, queriam ser retiradas. Eram mulheres e crianças”, afirmou a procuradora-geral, citada pela agência espanhola EFE.
Questionada sobre se o governo ucraniano tem provas da autoria russa desse ataque à estação ferroviária, Venediktova respondeu de forma afirmativa.
A procuradora-geral acrescentou que 90% das infraestruturas da cidade de Mariupol, no sul da Ucrânia, foram destruídas após os bombardeamentos que duraram semanas.
“O que estamos a verificar, neste momento, é que os combates continuam na parte leste do país de forma absolutamente brutal e agressiva”, afirmou, indicando que “as regiões de Donetsk, Lugansk e Kharkiv foram alvo de ataques esta noite”.
Iryna Venediktova adiantou ainda que nas últimas horas houve registo de mais de 1.222 mortos na região de Kiev.
“O que estamos a observar no terreno, em todas as regiões da Ucrânia, são crimes de guerra, crimes contra a Humanidade”, sublinhou.
11h16 - Boris Johnson celebra ‘povo de ferro’ após visita-surpresa a Kiev
O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse num vídeo hoje divulgado, que viajou de comboio da Polónia para a capital ucraniana para fazer uma homenagem ao “povo de ferro”.
“Bom dia, sou Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido, viajei num fantástico comboio dos caminhos de ferro ucranianos da Polónia para Kiev”, anuncia no vídeo, divulgado um dia após a sua visita surpresa à capital ucraniana e onde surge de pé, a bordo de um comboio, envergando uma camisa branca e uma camisola azul.
“Chamam-vos o ‘povo de ferro’. Tal está relacionado com o vosso trabalho, mas reflete a vossa mentalidade, uma verdadeira mentalidade que os ucranianos estão a mostrar ao resistir à terrível agressão russa”, acrescenta o primeiro-ministro britânico.
Boris Johnson apresenta também as suas condolências às vítimas do ataque com um míssil à estação ferroviária em Kramatorsk, no leste ucraniano, na sequência do qual perderam a vida 52 pessoas, oito das quais crianças.
10h56 - Nove corredores humanitários para retirar civis
A vice-primeira-ministra ucraniana, Iryna Vereshchuk, revelou que estavam a funcionar nove corredores humanitários para retirar civis.
Um, apenas para viaturas particulares na região de Donetsk, de Mariupol para Zaporizhzhia.
Três na região de Zaporizhzhia a partir de Berdiansk, Tokmak e Energodar, a funcionar tanto por autocarro como por transporte privado.
Já na região de Lugansk, estão operacionais cinco corredores humanitários: Severodonetsk, Lysychansk, Popasna, Hirske e Rubizhne.
10h27 - Rússia recruta militares fora de serviço desde 2012
O Kremlin está a recrutar pessoal militar fora de serviço desde 2012, para aumentar os efetivos, face ao elevado número de baixas que as tropas russas sofreram na Ucrânia, indicou hoje o Ministério da Defesa do Reino Unido.
As forças armadas russas estão, ainda assim, a recrutar soldados na região moldava de Transnístria, separada do resto do país pelo rio Dniester e autoproclamada independente, acrescenta a informação dos serviços secretos divulgada pela Defesa na sua conta oficial de Twitter.
Os países ocidentais estimam que entre 7.000 a 15.000 militares russos tenham morrido desde que começou a invasão ordenada pelo Kremlin, a 24 de fevereiro.
O ministério britânico sublinhou que a retirada das forças russas do norte da Ucrânia pôs em evidência o "desproporcionado" número de "não combatentes" mortos e frisou a existência de valas comuns e o uso de reféns como escudos humanos.
Alertou ainda que as tropas de Moscovo usam artefactos explosivos improvisados para aumentar o número de vítimas, “baixar a moral” dos ucranianos e restringir a sua liberdade de movimentos.
10h05 - Brasil critica sanções à Rússia devido a impacto nas reservas de fertilizantes
O embaixador brasileiro nas Nações Unidas criticou as tentativas de isolamento e as "sanções unilaterais" impostas à Rússia, argumentando que estão a prejudicar vários países, incluindo o Brasil, que tem reservas de fertilizantes apenas até outubro.
Num encontro com jornalistas em Nova Iorque, no qual a Lusa participou, o chefe da missão diplomática brasileira, Ronaldo Costa Filho, negou estar do lado da Rússia, mas foi firme ao criticar a aplicação de sanções unilaterais a Moscovo.
"O Brasil está, assim como todo o mundo, penso eu, chocado pela flagrante violação da carta das Nações Unidas por parte da Rússia. (...) A invasão russa representa uma flagrante violação da soberania e da integridade do território da Ucrânia. E acho que estamos aliados com a maioria dos países do mundo nesse tipo de avaliação", esclareceu na abertura do encontro.
"Mas onde acho que somos um pouco diferentes é na resposta que achamos que deveria ser dada. Nós temos certas dúvidas nas sanções, muito amplas e abrangentes, que têm sido aplicadas à Rússia. Vemos a aplicação de sanções unilaterais (...), que têm afetado países terceiros e até o Brasil tem sentido isso", assumiu.
De acordo com o diplomata, devem-se a estas sanções os impactos que países em desenvolvimento estão a enfrentar em áreas como energia, comida e finanças.
"Tenho sido questionado sobre o motivo pelo qual o Brasil estar preocupado, uma vez que é um dos maiores fornecedores mundiais de alimentos. Estamos preocupados porque somos dependentes da importação de fertilizantes. 85% usados no Brasil vêm do estrangeiro e ajudam o setor do agronegócio a alimentar mil milhões de pessoas por dia", explicou Costa Filho.
"Os nossos cálculos correntes no Brasil indicam que temos estoques de fertilizantes até outubro. Mas o que acontece depois disso, se não conseguirmos encontrar fontes alternativas, é uma interrogação ainda", disse.
A Rússia, a 11.ª potência económica mundial, acima do Brasil e atrás da Coreia do Sul, segundo dados do Banco Mundial, é um parceiro comercial relevante para a nação sul-americana no fornecimento de fertilizantes.
9h45 - Encontrada nova vala comum com civis na região de Kiev após retirada de tropas russas
Uma nova vala comum com mais civis mortos foi encontrada perto da cidade de Buzova, na região de Kiev, disse hoje o presidente da comunidade de Dmitrov, Taras Didych.
“Encontrámos mais mortos numa vala, civis, perto de uma bomba de gasolina de Buzova”, disse Taras Didych, em declarações recolhidas pela agência União.
O mesmo responsável adiantou que na estrada que liga Kiev a Jitomir, entre as vilas de Myla e Mriya, cerca de uma dezena de carros foram baleados.
“Na comunidade há 14 vilas, algumas das quais estavam sob ocupação [russa]. Agora estamos a voltar à vida, mas durante a ocupação tivemos os nossos ‘pontos críticos’, morreram muitos civis”, disse.
Taras Didych adiantou também que os serviços locais estão a restabelecer o fornecimento de eletricidade e de gás e a remover os destroços, precisando que há testemunhas dos factos.
9h27 - Kiev pronta para “grande batalha” no leste do país
A Ucrânia disse estar preparada para travar uma "grande batalha" no leste do país, um alvo que considera prioritário para a Rússia e onde a evacuação de civis continua, com receio de uma ofensiva iminente.
"A Ucrânia está pronta para as grandes batalhas. A Ucrânia tem de vencê-las, inclusive no Donbass", região do leste do país, disse o assessor da Presidência ucraniana Mykhailo Podoliak, citado pela agência de notícias Interfax.
“Quando isso acontecer, a Ucrânia terá uma posição mais forte nas negociações, o que permitirá ditar certas condições”, acrescentou.
O estado-maior do exército ucraniano disse no sábado que "o inimigo russo continua a preparar-se para intensificar as suas operações ofensivas no leste da Ucrânia e assumir o controle total das regiões de Donetsk e Lugansk", em Donbass.
9h00 - Bombardeamentos russos impedem retirada de civis de Mariupol
Bombardeamento russos do principal porto ucraniano, Mariupol, no Mar de Azov, estão a impedir a retirada de civis através de vários corredores humanitários acordados entre os dois países.
As autoridades ucranianas estimam que cerca de 100 mil pessoas permaneçam em Mariupol, no leste do país, que antes da invasão lançada pela Rússia tinha uma população de 430 mil pessoas.
Já as autoridades de defesa britânicas acreditam que 160 mil pessoas permaneçam presas na cidade, cercada há várias semanas por tropas da Rússia e cuja maioria dos edifícios doi já arrasada por bombardeamentos russos.
As forças ucranianas recusam-se a entregar Mariupol, um ponto estratégico numa eventual ligação por terra entre a península da Crimeia, anexada pela Rússia, e as autoproclamadas repúblicas pró-russas de Lugansk e Donetsk.
8h44 - Separatistas de Donetsk expulsam missão de observação internacional
Os separatistas pró-russos de Donetsk expulsaram a missão de observação para a Ucrânia da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), anunciou no sábado o comité de defesa da autoproclamada república.
Um porta-voz das milícias separatistas de Donetsk disse, citado pela imprensa russa, que o funcionamento da missão da OSCE foi considerado ilegal no território da autoproclamada república e a presença dos seus membros indesejada.
Os elementos da missão de observação para a Ucrânia têm até 30 de abril para abandonar a região.
A OSCE tem entre os seus membros países da Europa, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, bem como países da Ásia Central e da América do Norte (Estados Unidos e Canadá). Rússia e Ucrânia fazem parte da organização.
8h22 - Clube de futebol Shakhtar Donetsk abre digressão pela paz
O clube de futebol Shakhtar Donetsk iniciou no sábado uma série de jogos de beneficência, no âmbito de uma "Digressão Global pela Paz", apoiada pelo governo ucraniano.
A digressão visa arrecadar dinheiro para os militares da Ucrânia na guerra contra a Rússia, e também ajudar os refugiados ucranianos deslocados pela invasão.
O primeiro jogo foi uma derrota por 1-0 frente ao líder da primeira divisão grega, o Olympiakos, orientado pelo treinador português Pedro Martins.
Durante o jogo, os jogadores do Shakhtar Donetsk usaram camisolas com os nomes de cidades ucranianas bombardeadas por forças russas, incluindo Mariupol, no sul da Ucrânia, que está há semanas cercada pelo exército da Rússia.
Clubes de futebol de toda a Europa, incluindo em Portugal, têm-se oferecido para jogar contra clubes da Ucrânia e receber jogadores jovens ucranianos, após as competições desportivas no país terem sido suspensas devido à invasão russa, a 24 de fevereiro.
8h03 - 4.532 pessoas retiradas através de corredores humanitários
A vice-primeira-ministra da Ucrânia, Irina Vereshchuk, disse no sábado que 4.532 pessoas foram retiradas nas últimas 24 horas através de corredores humanitários de diferentes partes do país.
Irina Vereshchuk disse que 3.425 pessoas chegaram à cidade de Zaporijia, controlada pela Ucrânia, através dos seus próprios meios de transporte. Destes, 192 são da cidade sitiada de Mariupol, e 3.233 são residentes de cidades da região de Zaporijia como Berdiansk, Melitopol, Vasilivka e Pologi.
Nas últimas 24 horas foram criados dez corredores humanitários através dos quais passaram 529 residentes de Melitopol, e 578 de várias cidades da região de Lugansk, na Ucrânia oriental, tais como Lisichansk, Sievierodonetsk, Mezhove ou Popasna.
Irina Vereshchuk afirmou que as tropas russas tinham bloqueado vários autocarros que deveriam fazer o transporte de pessoas nas cidades de Berdiansk, Tokmak e Energodar, todas na região de Zaporijia. Mesmo assim, a vice-primeira-ministra ucraniana assegurou que o transporte das pessoas seria novamente tentado hoje.
7h47 - Rússia diz ter retirado da Ucrânia 26.676 pessoas em 24 horas
O Ministério da Defesa russo informou sábado que 26.676 pessoas foram retiradas de zonas “perigosas” da Ucrânia em 24 horas, sem envolvimento das autoridades ucranianas, elevando para 704.000 o número de deslocados pela Rússia desde o início da guerra.
As pessoas foram retiradas das regiões de Donetsk e Lugansk, reconhecidas por Moscovo como repúblicas independentes, e de outras “áreas perigosas” da Ucrânia, de acordo com o ministério, citado pela agência noticiosa russa TASS.
O porta-voz do Ministério da Defesa russo, Mikhail Mizintsev, disse que 3.447 menores se encontravam entre os deslocados. "Desde o início da operação especial, foram retiradas 704.434 pessoas, das quais 135.153 crianças", disse Mikhail Mizintsev.
Mais de 90.100 veículos já atravessaram a fronteira russa, dos quais 3.100 no último dia.
"Desde Mariupol, através do corredor humanitário a este, puderam salvar-se já 134.299 pessoas, incluindo 716 no último dia, sem a participação do lado ucraniano, uma zona sem lei", afirmou o porta-voz.
7h30 - Guerra não teria começado
Volodymyr Zelensky acredita que se a Ucrânia fizesse parte da NATO a guerra não teria começado.
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Ponto da situação
A União Europeia vai reabrir a embaixada em Kiev. Tinha sido temporariamente transferida pra Polónia depois da invasão russa à Ucrânia.
Numa altura em que a guerra se concentra na zona leste do país. O governador da região de Lugansk apela aos habitantes para fugirem imediatamente da zona.
A Ucrânia vai receber 120 veículos blindados e mísseis antinavio e antitanque. Promessa feita pelo primeiro-ministro britânico na visita surpresa que fez a Kiev. Boris Johnson e Volodymyr Zelesnky percorreram juntos as ruas da capital ucraniana.
Kiev negociou ontem uma troca de prisioneiros com Moscovo. É a terceira troca desde o início da guerra. 12 soldados estão de regresso a casa, de acordo com a vice-primeira-ministra ucraniana. E também 14 civis - presos pelos russos - vão voltar à Ucrânia. Não é conhecido o número de prisioneiros da Rússia que vão ser libertados.
Fontes:
RTP Notícias
https://www.rtp.pt/noticias/mundo/ofensiva-russa-na-ucrania-a-evolucao-da-guerra-ao-minuto_e1397574


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